ACM Neto dispara na corrida pelo governo da Bahia e Jerônimo bate recorde de rejeição, aponta pesquisa Veritá
06/4


Os números são contundentes. A mais recente pesquisa do Instituto Veritá, divulgada nesta segunda-feira (6), coloca ACM Neto em posição de absoluta liderança na disputa pelo governo da Bahia, como expõe um dado ainda mais grave para o campo governista: o atual governador é o candidato mais rejeitado entre todos os avaliados.
O levantamento ouviu 2.020 eleitores entre os dias 13 e 19 de março de 2026, distribuídos em diferentes regiões do estado, e registrou um retrato claro do cenário político baiano: o ex-prefeito de Salvador concentra quase metade do eleitorado, enquanto o atual ocupante do Palácio de Ondina ainda busca convencer a outra metade.
Uma vantagem de 16 pontos que fala por si
No cenário estimulado - quando os nomes são apresentados diretamente aos entrevistados -, ACM Neto alcança 47,3% das intenções de voto. Jerônimo Rodrigues aparece em segundo lugar, com 30,9%, uma diferença de mais de 16 pontos percentuais. Ronaldo Mansur registra 1,8%, enquanto votos brancos e nulos somam 19,1%, com apenas 0,9% citando outros nomes.
Para um pré-candidato da oposição, romper a barreira dos 47% num estado historicamente dominado pelo grupo político do PT representa um feito expressivo - e um sinal de que o terreno eleitoral está em franca transformação.
Quase metade da Bahia fecha a porta para Jerônimo!
Mas é nos dados de rejeição que a pesquisa entrega seu recado mais duro ao governador. Jerônimo Rodrigues lidera esse indicador com uma margem alarmante: 46,9% dos baianos ouvidos pelo Instituto Veritá afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Praticamente um em cada dois eleitores.
Trata-se do maior índice de rejeição entre todos os nomes avaliados - e um número que, por si só, redesenha qualquer cálculo estratégico para 2026. ACM Neto registra 21,5% de rejeição, menos da metade do índice do governador. José Carlos Aleluia aparece com 10,8%.
A combinação é letal do ponto de vista eleitoral: alta rejeição, baixa intenção de voto e pouco espaço para crescimento. Para Jerônimo, virar esse jogo exigiria não apenas conquistar os indecisos, mas primeiro derrubar uma barreira de desaprovação que já ultrapassa a metade do caminho para a maioria absoluta. Nos bastidores da política baiana, esse tipo de número não passa em branco. Rejeição na casa dos 47% é, na prática, um teto — e um teto baixo demais para quem quer chegar ao segundo turno em condições competitivas.
A pesquisa Veritá está registrada sob os números TRE-BA 02245/2026 e TSE BR-08385/2026.
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