Ambientalista detona diretoria de meio ambiente em Jequié

O clima esquentou entre o diretor de meio ambiente da Prefeitura de Jequié, Cauã Sampaio, e o diretor do Grupo Ecológico Rio das Contas, Domingos Ailton, os dois tem protagonizado declarações e ataques na imprensa. Domingos Ailton disse que Cauã tentou desqualificar as denúncias do Grupo Ecológico Rio das Contas – GERC em relação a uma série de crimes ambientais que vem acontecendo em Jequié e desastrosa “gestão ambiental” da qual que ele está à frente. Cauã concedeu entrevista ao radialista Elton Bispo da Cidade Sol FM, ele teria dito que a retirada de areia não estaria agredindo Rio das Contas. Dominguinhos afirmou ainda que é mentira também que ele disse que somente ele e outro representante de outra instituição iam nas reuniões do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente.
“As praças, canteiros e jardins de Jequié que carecem de plantio de árvores nativas, inclusive a Praça Luis Viana onde retiraram quase todas as árvores anteriormente existentes e em seu lugar foi colocado grama e concreto (durante o dia de sol quente ninguém consegue sentar num dos seus bancos); a construção de dois pavimentos no leito do Rio Jequiezinho, próxima ao Anel Rodoviário) é outro absurdo de crime ambiental; A retirada constante de areia de maneira desordenada em vários trechos urbanos do Rio das Contas e a construção irregular em áreas de preservação permanente tem levado o nosso rio a situação cada vez mais deplorável; a construção do Edifício Jardim das Mangueiras ( em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências para assegurar o escoamento das águas) em área de passagem de águas pluviais e a conivência da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente também com o aterramento do entorno daquela área; aprovação de vários loteamentos em toda a cidade de Jequié que não destina a porcentagem correta para área verde conforme determina a Lei Federal 6.766/79 de Parcelamento de Solo Urbano, nem se destina a edificação civil ( em terreno com declividade igual ou superior a 30% trinta por cento) loteamento no morro ao lado do Amaralina, por exemplo), o loteamento próximo a margem do Rio de Contas no bairro Jequiezinho, sem reserva a faixa correta não edificável; os prolongamentos do loteamento São Judas Tadeu com desrespeito as áreas de passagens e escoamento de águas pluviais nas baixadas de topos de morros. A omissão em relação a circulação de cavalos e bois dentro do canal do Rio Jequiezinho (trechos da César Borges, por exemplo), no Rio das Contas e em outros locais da cidade; o licenciamento de postos de gasolina em locais proibidos por lei; a falta de respeito ao Plano Diretor Urbano e ao Estatuto da Cidade dentre outros vários crimes ambientais que vem ocorrendo em Jequié. Não podemos ficar calados diante de tanta agressividade ao meio ambiente e tanto cinismo de gente como este diretor da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Jequié,” disse Domingos Ailton. Domingos Ailton