Capitão da PM é condenado a 21 anos de prisão por corrupção e peculato na Bahia
16/6

A Justiça Militar acatou denúncia oferecida pelo Ministério Público da Bahia e condenou, no último 10, o capitão da Polícia Militar Fabrício Carlos Santiago dos Santos pelos crimes de corrupção passiva e peculato-desvio. Os crimes ocorreram de forma continuada entre julho de 2023 e março de 2024 em Santa Cruz Cabrália, sul do estado. Foi determinada a manutenção da prisão preventiva, além da perda dos direitos políticos após condenação definitiva.
Segundo a ação penal, ajuizada pela Promotoria de Auditoria Militar, o oficial recebia valores para direcionar policiamento, da 4ª Companhia de Santa Cruz Cabrália, a interesses privados e áreas particulares, entre elas uma fazenda. A sentença fixou pena total de 21 anos, 1 mês e 27 dias de reclusão, em regime fechado, além da perda do cargo, posto e patente. Ele já havia sido condenado por corrupção, inclusive com perda do cargo, em 2025, por cobrar propina para liberar “paredões” na mesma região. O oficial atualmente está preso na Coordenação de Custódia Provisória da Corregedoria da PM. A decisão de setembro último ainda não transitou em julgado. De acordo com a sentença da 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador, o oficial praticou corrupção passiva por nove vezes, ao solicitar e receber vantagens indevidas para favorecer um particular, e peculato-desvio, ao utilizar viaturas, combustível e policiais em serviço para segurança patrimonial privada. Foi identificada a presença de policiamento ostensivo em uma fazenda privada, com viaturas estacionadas no local, fotografadas pelo próprio policial para comprovar ao contratante a execução do serviço. A investigação apontou ainda que não houve solicitação formal de policiamento junto ao batalhão. A condenação se baseou em provas técnicas, documentais e testemunhais. Segundo as investigações, o réu negociava o envio de guarnições e viaturas e recebia o pagamento via Pix. Foram identificadas transferências para as contas do ex-militar e de empresa vinculada à sua família, conforme relatório técnico elaborado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e Investigações Criminais (Gaeco) do MPBA. O capitão recebeu pelo menos R$ 17 mil em valores comprovados documentalmente, além de outras transferências indicadas em conversas, totalizando cerca de R$ 21,5 mil vinculados às práticas ilícitas. Foi destacado que o próprio réu admitiu a autenticidade das mensagens e dos comprovantes financeiros, embora tenha alegado que os valores seriam apoio operacional. Para a Justiça, o conjunto probatório revela um “esquema mercantilizado de segurança pública”, com utilização da estrutura estatal em benefício privado mediante pagamento.Deixe um comentário:
Notícias Católicas Áudio de sindicalista revela ação coordenada para adesivar ônibus e prejudicar transporte nas eleições
Notícias Católicas Adolescente de 15 anos é morto a tiros após ser chamado na porta de casa em Ipiaú
Notícias Católicas Adolescente de 14 anos é apreendido com 88 pedras de crack em Jequié
Veja também
Notícias Católicas PM apreende motocicleta com sinais identificadores adulterados durante operação em Jequié
Notícias Católicas Operação contra tráfico interestadual de drogas e comércio ilegal de armas é realizada na Bahia e em São Paulo
Notícias Católicas Tenente-coronel Carlos Fernando recebe Título de Cidadão Jequieense
Notícias Católicas Gutinha homenageia Raimundo Cearense com Título de Cidadão Jequieense
Notícias Católicas Lions Clube Jequié realizou o concurso Cartaz sobre a Paz 2026, Harmonia na Humanidade
Notícias Católicas Sandro Régis critica silêncio da esquerda após ônibus serem impedidos de circular por causa da violência em Salvador
















