Coluna Jorge Barros: A SAGA DOS JUDEUS CRISTÃOS NOVOS NO BRASIL, VINDOS DE PORTUGAL.

Às vezes a verdade só não se sabe quando não se quer saber. Os livros de História do Brasil são mentirosos; são farsantes. Histórias diversas contadas neles escondem verdades que são propriedades nossas; propriedades do povo. Em nenhum desses livros encontram-se verdades históricas sobre a trajetória de Pedro Alvares Cabral (judeu descendente da Tribo de Judá) e de os outros navegantes importantes, que de Lisboa partiram para comercializar em outras terras. Quando a História do Brasil começou a ser escrita e transmitida aos brasileiros, para a classe dominante da época, fatos importantíssimos deveriam ser ocultados; deveriam ser omissos. Nos livros da nossa história, somente a visão eurocêntrica, da dominação branca e religiosa; todas elas impostas, basicamente, pelo catolicismo romano. Para os falsos historiadores - muitos deles com o título de doutor e pós-doutor, obtidos em universidades de excelência no Brasil ou no exterior -, ocultar a história dos judeus cristãos novos no Brasil era preciso (e ainda o é). Para estes historiadores, no ano de 1500, a esquadra de Cabral partiu de Lisboa para comercializar as especiarias da Índia e o ouro da África, Só isso e nada mais. No caminho dessa trajetória turbulenta, um acidente de percurso, e as caravelas de Cabral ancoraram em uma terra desconhecida, que muito tempo depois foi batizada de Brasil. Nos registros dessa falsa história, na esquadra de Pedro Alvares Cabral – que enfrentou mares nunca dantes navegados- vinham o próprio Pedro Alvares Cabral, os seus comandados mais próximos e centenas de outros aventureiros. Aqui desembarcaram, foram recebidos pelos índios nativos, rezaram a primeira missa, e depois começaram a tomar posse da terra. Em nenhum livro de História do Brasil registra que em Portugal, àquela época, havia uma considerável população de judeus convertidos forçosamente ao catolicismo de Roma. Judeus estes chamados de cristãos novos, marranos ou de cripto judeus, convertidos forçosamente à religião católica. Esses cristãos novos não poderiam praticar mais nenhum ritual judaico; sob pena de castigos severos e, em muitos casos, o castigo da pena de morte. Sabendo que as caravelas de Cabral partiriam em buscas de novas terras para comercialização, muitos deles entraram em caravelas, aceitando o perigoso desafio, os riscos de uma viagem em águas desconhecidas e a incerteza da trajetória. Para eles a conquista de uma nova terra também era preciso. Uma nova terra em que pudessem exercer a liberdade religiosa e de expressão dentro dos preceitos da Torá (livro sagrado dos judeus), longe da perseguição da ordem religiosa instituída em Portugal. Continua nas próximas colunas.
Professor Jorge Barros.Deixe um comentário:
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