Coluna Jorge Barros: Cinema e Sociedade. A evolução de uma arte que modificou costumes, divulgou culturas, conscientizou e mobilizou as massas

A partir do ano de 1895, o homem da virada do século 19, já não tinha mais razão para ficar em casa. O cinema, àquela época, somente imagens em movimento, convergia para si multidões sedentas de novidades. O silêncio do cinema, o cinema mudo mais precisamente, começava a seduzir crianças, jovens e adultos. O fabuloso invento dos irmãos Lumière, muito rapidamente começou a se espalhar pelo mundo. Magnatas americanos visionários, bem como empresários ligados ao mundo artístico e do showbiz, começaram a perceber que a nova diversão daria lucros, muito lucros. Como prova inconteste deste relato, a primeira sala de cinema foi inaugurada nos Estados Unidos em 1905 (dez anos depois do grande invento) e era chamada de nickelodeons; palavra derivada da junção das palavras nickel (cinco centavos do dólar) e Odeon (teatro em grego). Em 1908, oito mil salas de nickelodeons já estavam instaladas exibindo filmes mudos para americanos, imigrantes e turistas. Em 1910, salas maiores eram construídas para atender às necessidades de um publico que já se tornava fiel à sétima arte. Na França, país inventor do cinema, os cineastas também trabalhavam para a evolução de técnicas cinematográficas para satisfazer às exigências de seu público especial, mas nunca se igualando à ousada evolução que se dava nos Estados Unidos, em Nova York, mais especificamente, a cidade do cinema bem antes de Hollywood. Outros países nos cinco continentes também se iniciavam na produção cinematográfica. No Brasil não foi diferente, porém de forma lenta e sem os investimentos devidos e necessários. Produção de filmes de qualidade não é uma tradição do país do futebol e carnaval, lamentavelmente. Não se pode fazer abordagens sobre cinema sem mencionar os seus mais destacados pioneiros. São eles: Auguste Lumière (1862 – 1954), Louis Lumière (1864-1948), D.W. Griffith (1875-1948), Cecil B. DeMille (1881-1959), Charles Chaplin (1889-1977) e outros gênios. Estamos aguardando a abertura de salas de cinema em Jequié. Uma civilização sem cinema é uma civilização morta. De antemão, Aplausos! Tentarei marcar presença nas inaugurações.
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