Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo se reúnem com governo Trump depois de sessão no STF
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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o empresário Paulo Figueiredo iniciam nesta quarta-feira, 16, em Washington, uma série de reuniões com integrantes do governo de Donald Trump para tratar de medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a retomada das sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.
As primeiras reuniões estão previstas para esta quarta-feira com integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Na quinta-feira, 17, a agenda da dupla inclui encontros com integrantes da Casa Branca. A principal pauta será o pedido de investigação contra Moraes no caso que envolve o Banco Master. O julgamento da ação no STF foi interrompido na terça-feira 15, depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Eduardo pretende apresentar aos representantes norte-americanos detalhes da sessão. Moraes foi sancionado pelos EUA em 2025; relembre O governo de Donald Trump aplicou, em 30 de julho de 2025, sanções financeiras contra Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. A medida ocorreu em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Brasil em torno dos processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e de decisões do STF relacionadas a plataformas digitais. A decisão foi anunciada pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que acusou Moraes de autorizar detenções consideradas arbitrárias e de restringir a liberdade de expressão. As acusações foram rejeitadas por autoridades brasileiras. A Lei Magnitsky permite ao governo norte-americano impor sanções econômicas e restrições financeiras a estrangeiros que Washington considere envolvidos em corrupção ou violações de direitos humanos. No caso de Moraes, a medida implicou o bloqueio de eventuais bens e interesses financeiros sob jurisdição dos Estados Unidos e a proibição de transações com pessoas e empresas norte-americanas. No mesmo mês, o governo Trump revogou os vistos para entrada nos EUA de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes A ofensiva diplomática ocorreu em um contexto de críticas de Trump ao tratamento dado a Bolsonaro pelo STF. Em julho, o presidente norte-americano também anunciou uma tarifa de 50% sobre parte dos produtos brasileiros. Em setembro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, voltou a criticar Moraes depois da condenação de Bolsonaro pela 1ª Turma do STF. Rubio afirmou que os Estados Unidos “responderão adequadamente” ao que classificou como uma “caça às bruxas”. Crédito Revista OesteDeixe um comentário:
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