Em Jerusalém, Flávio Bolsonaro chama Lula de antissemita e promete reset da política externa do Brasil
28/1

O senador Flávio Bolsonaro discursou nesta terça-feira em Jerusalém, durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, e afirmou que, se eleito presidente, promoverá um reset completo da política externa brasileira, com realinhamento claro ao lado de Israel e das democracias que combatem o terrorismo. Ao final da fala, Flávio foi ovacionado de pé pelo público.
No discurso, Flávio relembrou a relação histórica entre Brasil e Israel, citando o papel do diplomata Oswaldo Aranha na criação do Estado israelense, e afirmou que essa parceria foi fortalecida durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo ele, esse legado foi rompido nos últimos anos. Ao tratar do atual governo brasileiro, foi direto: “Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado nas suas ideias, nos seus assessores, nas suas palavras e nas suas ações”. Segundo o senador, o antissemitismo contemporâneo muitas vezes se apresenta sob o rótulo de antissionismo. “Existe apenas um Estado judeu no mundo. Negar a ele o direito de existir não é debate político, é discriminação”, afirmou. Flávio citou como exemplos a aproximação do governo brasileiro com o Irã, a autorização para a entrada de navios de guerra iranianos em porto nacional, os votos reiterados contra Israel em organismos internacionais e a comparação feita por Lula entre Israel e o Holocausto. Para o senador, “não são erros isolados, mas um padrão claro e intencional”. Falando como pré-candidato à Presidência da República, Flávio afirmou que concorre porque Jair Bolsonaro estaria impedido por perseguição política. “Ideias não podem ser presas. A verdade não pode ser silenciada”, disse. Defendeu ainda o abandono da neutralidade brasileira em política externa. “O Brasil não pode ficar neutro. O Brasil precisa escolher um lado”, declarou. No encerramento, anunciou compromissos para um eventual governo. “Se depender de mim, o Brasil vai assinar oficialmente os Acordos de Isaac em janeiro de 2027”, afirmou. Em tom de crítica direta ao atual isolamento diplomático, concluiu: “Se Deus quiser, o próximo presidente do Brasil não será persona non grata em Israel”. Na véspera do discurso, Flávio Bolsonaro se reuniu longamente com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e também manteve encontros privados com autoridades israelenses e representantes de outros países presentes ao evento. Paulo FigueiredoDeixe um comentário:
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