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EUA e Escudo das Américas anunciam sanções coletivas contra PCC e CV

23/9

O comunicado trata 24 organizações como narcoterroristas e anuncia a intenção de aplicar, cada país segundo a própria lei, congelamento de bens, restrição de visto e imigração, e responsabilidade criminal a quem der apoio material – inclusive logístico – a esses grupos.

Na lista estão MS-13, Tren de Aragua, CJNG, cartel de Sinaloa, Cartel del Golfo, Cartel de los Soles, Clan del Golfo, Barrio 18, ELN, dissidências das FARC, Sendero Luminoso – for e as duas maiores facções do Brasil: Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho.

Assinam o texto os Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Brasil e México não entram. A foto é a dos governos alinhados a Washington. O Itamaraty não assinou.

Hoje essa acusação deixa de ser só posição americana. Vira política de um bloco de 15 países. As duas maiores organizações criminosas do Brasil entram na primeira lista coletiva de narcoterrorismo das Américas – e o governo que deveria sentar à mesa não está na foto. Às vésperas do primeiro turno de 4 de outubro, o maior país da América do Sul fica isolado da principal aliança de segurança do continente.

Por Paulo Figueiredo

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