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Gasolina fica mais cara e gera dúvidas sobre novos impostos da Reforma Tributária

19/1 Gasolina fica mais cara e gera dúvidas sobre novos impostos da Reforma Tributária

O preço da gasolina registrou aumento médio de cerca de R$ 0,40 por litro em postos de combustíveis de diversas regiões do país, o que reacendeu o debate entre consumidores sobre as causas da alta. Entre as explicações levantadas, estão mudanças no sistema tributário brasileiro, com a criação de novos impostos previstos na Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional.

Com a reforma, foram instituídos o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que fazem parte do novo modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) no Brasil. O objetivo é unificar e simplificar a cobrança de tributos sobre o consumo, substituindo impostos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

A CBS é um tributo de competência federal e substituirá o PIS e a Cofins. Já o IBS será compartilhado entre estados e municípios, assumindo o lugar do ICMS e do ISS. A proposta do novo sistema é tornar a arrecadação mais transparente, reduzir distorções e modernizar o modelo tributário nacional.

No entanto, é importante destacar que a transição para o novo sistema começou em 2026 apenas em fase de testes. Nesse período, não há cobrança efetiva dos novos impostos, mas sim a obrigatoriedade de informações e preenchimentos específicos nas notas fiscais, para adaptação do sistema e dos contribuintes.

Especialistas ressaltam que o recente aumento no preço dos combustíveis não pode ser atribuído diretamente à cobrança do IBS e da CBS, uma vez que esses tributos ainda não estão sendo efetivamente arrecadados. Outros fatores, como variações no preço do petróleo, custos de distribuição, política de preços e ajustes estaduais, seguem sendo os principais influenciadores do valor final pago pelo consumidor.

Ainda assim, a alta nos combustíveis reforça a preocupação da população com o impacto da carga tributária no custo de vida e mantém a Reforma Tributária no centro do debate econômico nacional.

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