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Operação Catarse investiga psicoterapeuta renomado por crimes de estelionato, violação e assédio sexuais em Salvador

27/5 Operação Catarse investiga psicoterapeuta renomado por crimes de estelionato, violação e assédio sexuais em Salvador

O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou nesta terça-feira, dia 26, a Operação Catarse, que investiga Jordan Van Der Zeijden Campos, mais conhecido como Jordan Campos, um psicoterapeuta com atuação em Salvador pelos crimes de violação sexual mediante fraude, estelionato e assédio sexual contra mulheres que eram pacientes em atendimento psicoterapêutico ou alunas de cursos de formação. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores. A pedido do MP da Bahia, a Justiça determinou o bloqueio de bens em mais de R$ 960 mil, a quebra dos sigilos informático e telemático e a suspensão imediata do exercício de atividades profissionais de natureza psicoterapêutica, consultas clínicas, cursos, palestras, mentorias e eventos similares, de forma autônoma ou por meio de pessoas jurídicas. Segundo as apurações, o investigado atua de forma sistemática e reiterada, valendo-se da posição de autoridade profissional, do conhecimento técnico, de informações íntimas das pacientes e da sua notoriedade no mercado. O psicoterapeuta atua no mercado há mais de 10 anos, possui mais de 400 mil seguidores em redes sociais, com atividades na cidade de Salvador e em diversas capitais do país, mantendo quantidade considerável de pacientes em atendimento psicoterapêutico regular, além de ministrar cursos, workshops e formações na área.

Desde pelo menos 2020, ele estaria deliberadamente identificando mulheres em situação de vulnerabilidade psicológica, com histórico de trauma, baixa autoestima e dependência emocional, para, gradualmente, desvirtuar a relação terapêutica ou pedagógica e obter vantagens sexuais e/ou patrimoniais mediante fraude qualificada. Até o momento, foram identificadas quatro vítimas, três delas vítimas de crimes contra a dignidade sexual e uma de crime patrimonial. Todas relataram o mesmo padrão de atuação e se disseram conhecer outras mulheres que, por medo ou vergonha, ainda não noticiaram os fatos às autoridades.

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