Perfil fake é crime? Saiba quando a prática se torna ilegal
26/5

A criação de perfis falsos nas redes sociais é uma prática cada vez mais comum. Embora criar uma conta fictícia não seja, por si só, um crime, o uso desse recurso para enganar, ameaçar, perseguir, ofender ou aplicar golpes pode gerar responsabilização criminal e civil.
O tema foi estudado por alunos do curso de Direito da Afya Vitória da Conquista, dentro do projeto de extensão “Educação em Direitos: conhecimento na rede social”, coordenado pela professora Leila Maria Prates. A iniciativa promove discussões sobre temas jurídicos atuais por meio do Instagram @extensaodireitoafyaconquista, com conteúdos produzidos pelos estudantes. “Dentro da temática ‘internet, crimes e sofrimento psíquico’, os alunos pesquisaram assuntos de grande relevância social. Entre eles, destaca-se o uso de perfis falsos e a prática da impersonação, pelos impactos jurídicos e emocionais que podem causar às vítimas”, explica Leila Maria Prates. De acordo com a docente, criar uma conta fictícia não é, por si só, uma infração. O problema está na finalidade dada ao perfil. “Um perfil fake se torna crime quando é utilizado para enganar, prejudicar, ameaçar, ofender, perseguir alguém ou obter vantagem indevida. O que a lei pune não é a existência da conta em si, mas o uso indevido desse recurso para violar direitos”, destaca. Entre as situações mais frequentes estão a utilização do nome, foto ou dados de outra pessoa, a disseminação de ofensas e ataques à reputação, a prática de golpes financeiros, ameaças, perseguição virtual e cyberbullying. Nesses casos, o responsável pode responder por crimes como falsa identidade, calúnia, difamação, injúria, estelionato, ameaça, perseguição e intimidação sistemática virtual. As penas variam conforme a conduta e podem incluir multa, detenção ou reclusão. Além da responsabilização criminal, a vítima também pode buscar reparação na justiça. “Quem utiliza um perfil falso para causar prejuízos pode ser condenado a pagar indenização por danos morais e materiais. A internet não é uma terra sem lei, e o anonimato não impede a responsabilização”, afirma a professora. Ao identificar um ataque ou golpe praticado por meio de um perfil fake, o primeiro passo é reunir o maior número possível de provas. Prints de mensagens, comentários, links, nomes de usuário, datas e horários são fundamentais para a investigação. Depois disso, a orientação é registrar um boletim de ocorrência, preferencialmente em uma delegacia especializada em crimes cibernéticos. Também é importante denunciar a conta à própria plataforma, solicitando a remoção do conteúdo ou do perfil. “Em situações mais graves, como ameaças, perseguição, chantagem ou exposição íntima, a vítima deve procurar orientação jurídica imediatamente. Dependendo do caso, é possível pedir medidas protetivas, além da identificação do responsável e indenização pelos danos sofridos”, orienta Leila Maria Prates.Deixe um comentário:
Notícias Católicas Caiu a máscara, afirma Sandro Régis após Folha de São Paulo revelar que Jerônimo repetiu promessas no programa de governo
Notícias Católicas Jerônimo repete em 2026 promessas dele mesmo e de programas de governo de Wagner e Rui, diz Folha
Notícias Católicas Jovem de 23 anos é morto e esposa fica ferida durante invasão a casa em Ubatã
Veja também
Notícias Católicas Ubaitaba: Jovem é morto a tiros em via pública
Notícias Católicas Dois adolescentes são apreendidos suspeitos de usar comprovante de Pix falso para comprar alimentos em Jequié
Notícias Católicas Flávio diz que indicará ao STF ministros contrários ao aborto, drogas e injustiças
Notícias Católicas MPBA recomenda medidas para reforçar controle e transparência de diárias na Câmara de Ipiaú
Notícias Católicas Jequié sediou o I Encontro de Frescobol da região
Notícias Católicas Prefeitura de Lafaiete Coutinho realiza posse de nova servidora efetiva














