Preso integrante de facção criminosa nacional que comandava norte baiano
06/2

O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou na quinta-feira, dia 5, a terceira fase da operação "Premium Mandatum" no município de Petrolina (PE), contra integrantes de organização criminosa com atuação em Senhor do Bonfim e norte da Bahia. Um líder na região integrante do Comando Vermelho foi preso. Ele era foragido, com mandado em aberto por tráfico de drogas, e também foi detido em flagrante por posse ilegal de armas. Foram apreendidas quatro armas, entre espingardas e pistolas, além de munições e telefone celular.
A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Norte (Gaeco Norte) e pela 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim. E contou com apoio do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (BEPI-PE) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado Caatinga (Cipe-Caatinga). As medidas foram determinadas pela Vara Criminal da Comarca de Senhor do Bonfim. Os alvos não haviam sido localizados durante a deflagração anterior da operação, quando foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão na Bahia, nas cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro, além de alvos em Santa Catarina. À época, os investigados exerciam funções estratégicas na hierarquia do grupo criminoso, atuando como líderes, gerentes e facilitadores do esquema. A terceira fase aprofunda as investigações que, nas duas primeiras etapas, resultaram na denúncia de 48 pessoas ligadas ao setor financeiro do esquema e em bloqueio judicial de R$ 44 milhões do grupo criminoso. Estrutura hierárquica Segundo investigações do MPBA, a facção possui estrutura hierárquica bem definida, com um comando estratégico que ditava ordens de dentro do sistema prisional. Um dos líderes do grupo, mesmo encarcerado, comandava operações violentas, incluindo a ordem para execução de homicídios, e gerenciava a logística do tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas. O esquema contava com a participação consciente de familiares, que, como facilitadores, cediam suas contas bancárias para pulverizar os valores e dificultar o rastreamento pelas autoridades. Para o MPBA, a deflagração da terceira fase é crucial para desmantelar a cadeia de comando e interromper o fluxo de capital que financiava as atividades criminosas do grupo, que incluem, além do tráfico, homicídios e o comércio de armas. Com o material apreendido, novas provas serão produzidas para desarticular completamente a rede de lavagem de dinheiro e responsabilizar todos os envolvidos na estrutura criminosa.Deixe um comentário:
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