Delação de Vorcaro descarta irregularidades em Dark Horse
09/6

Entregue no começo de junho, a nova delação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revela que não houve quaisquer irregularidades no processo de financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e confirmada por Oeste. A produção do longa-metragem repercutiu depois do vazamento de uma conversa entre o investigado e o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Os áudios, divulgados pelo site The Intercept, mostravam que Vorcaro enviou cerca de R$ 60 milhões para o desenvolvimento de Dark Horse. Na delação, segundo fontes com conhecimento do caso, Vorcaro diz que a relação foi “republicana” e não envolveria nenhum tipo de contrapartida por parte do senador. Ou seja, o ex-banqueiro dá a entender que apenas ajudou a financiar a produção a partir de recursos da iniciativa privada. No documento enviado para análise da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-dono do Master se limita a relatar os passos somente até o pagamento do valor. Contudo, Flávio já explicou que o montante foi repassado ao fundo de um advogado de seu irmão Eduardo. “Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, disse o senador em entrevista ao canal de televisão GloboNews. TSE derruba pesquisa que atrelava Vorcaro a Flávio A divulgação dos áudios impactou os números do presidenciável em uma pesquisa publicada pelo instituto Atlas/Intel. No dia 19 de maio, o levantamento mostrava que Flávio havia perdido 6 pontos porcentuais contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O atual chefe do Executivo estava com 48,9% das intenções de voto, enquanto o senador do PL possuía 41,8%. A queda se deu pelo fato de o instituto incluir os áudios da conversa entre Flávio e Vorcaro para testar a opinião do eleitor. Contudo, nesta segunda-feira, 8, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, derrubou a pesquisa e pediu que o Atlas/Intel deixasse de reproduzir a pesquisa em seus canais oficiais. O magistrado afirmou, na decisão, que indícios de manipulação “contaminaram” o levantamento. Para o embasamento dos autos, o ministro analisou outras 27 pesquisas do instituto registradas no TSE. Nenhuma delas usou arquivos de som nem perguntas parecidas. “Há indicativos de que a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”, afirmou Nunes Marques. Crédito Revista OesteDeixe um comentário:
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