Zé Cocá desafia Jerônimo e critica Embasa: tem a obrigação de melhorar a sua estrutura
16/7

O ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador da Bahia, Zé Cocá (PP), desafiou o Governo do Estado a apresentar obras relevantes executadas no município durante os cinco anos em que esteve à frente da prefeitura. Em entrevista ao programa Informe Baiano, da Rádio Popular FM, nesta quarta-feira (15/07), o vice na chapa de ACM Neto (União Brasil) também criticou a condução da política educacional baiana, afirmando que faltam planejamento e critérios na aplicação dos recursos públicos.
“Eu desafio o Estado, nos cinco anos em que eu fui prefeito, me mostrar uma obra relevante feito pelo Governo do Estado. No meu mandato não teve. O governo fez algumas obras importantes no passado, como policlínica, agora eu digo obras no meu mandato o governo não fez uma obra relevante nos últimos cinco anos em Jequié”, disse. Cocá rebateu a divulgação de investimentos da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) como realizações do governo estadual, quando na verdade é fruto de uma obrigação legal da estatal com o município. “O governo está pregando muito agora a obra de saneamento básico, o melhoramento da rede feita pela Embasa. A Embasa até um plano que até 2028 ela tem o dever, ela assinou um contrato com a prefeitura de Jequié, que ela arrecada e muito bem […] Então, ela tem obrigatoriamente de fazer o investimento com esse dinheiro. Isso aí não é favor de governo, é financiamento”, esclareceu. “Porque se a Embasa cobra água, ela tem a obrigação de melhorar a sua estrutura. É diferente de obras que são de utilidade pública para servir o povo”, emendou. EDUCAÇÃO Durante a entrevista, o pré-candidato a vice-governador defendeu que a Bahia precisa de um planejamento mais assertivo para aplicação dos recursos públicos, especialmente na área da Educação, a fim de atender as demandas que realmente importam para cada município do interior do Estado. “O que é que precisamos fazer na educação? Vamos fazer uma escola em cada município? Se for necessário, sim. Mas, às vezes, o município não estava precisando daquela escola, estava precisando daquele dinheiro da escola de cinco creches, de dez creches. Teve escola de R$ 25 milhões, eu não estou dizendo que não era para não fazer a obra porque tem cidades que era preciso fazer, mas se você fizesse 10, 15, 20 creches naquela cidade você poderia ter resolvido o problema da educação infantil de todos os municípios da Bahia”, explicou. Segundo Zé Cocá, os estudantes baianos pagam um preço pela falta de planejamento na política educacional do Estado. “Se você tivesse um plano ordenado de educação na Bahia, mas não tem. Falta professores em alguns lugares. Como a gente falou da saúde, a educação é outro caos porque não há planejamento educacional”, frisou.Deixe um comentário:
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